sexta-feira, 6 de outubro de 2017

lutas indigenas






Com arcos e flechas nos defenderemos
para mostrar ao povo oque nós vivemos,
para mostrar nosso corpo espiritual,
precisamos da graça de um Deus real.
                                     

mostramos a sociedade a nossa liberdade,
negamos a tudo nossa maldade
vivemos pela caça,pesca e agricultura
mais adiante disso está virando cepultura.


pelas lutas que passamos
o nosso bando foi se acabando         
pelas  lutas que vivemos
nosso bando acabou sobrevivendo.
                              
Resultado de imagem para lutas da sociedade indigena atual

Ananyely ,kaio ,Ananyely
Maria Eduarda v ,Hedimila julia
                                        

A defesa dos povos indígenas

                                       
                                       Os índios constroem,
                                       nossa raça destrói,
                                       o índio tenta  preservar,
                                       nossa raça com eles tenta acabar.
                               
                                       Os ambiciosos ocupam nossas terras,
                                       não temos onde morar,
                                       o único jeito é lutar por nossos direitos,
                                       e elas tentar reconquistar.

                                       Devolvam as nossas terras,
                                       deixem sermos naturais,
                                       seremos simples,humildes,
                                       mas viveremos em paz.

                                      http://www.asfunrio.org.br/editorias2015/JornalOnline/museu-indio9.jpg                                                                                                                                                                        
Guilherme,Maria Eduarda Cardoso,Sara,Ana Karolina,Eduarda Ribeiro e Mykael.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

  Em pleno século XXI a grande maioria dos brasileiros ignora a imensa diversidade de povos indígenas que vivem no país. Estima-se que, na época da chegada dos europeus, fossem mais de 1.000 povos, somando entre 2 e 4 milhões de pessoas. Atualmente encontramos no território brasileiro 252 falantes de mais de 100 linguas diferentes
  Em dezembro de 2001 a Funai incluiu os Tumbalalá no quadro das comunidades indígenas reconhecidas e assistidas pelo Estado brasileiro. O reconhecimento oficial ocorreu após uma mobilização iniciada em meados de 1998 e direcionada para a adoçao de projetos de articulaçao coletiva que gravitavam em torno de uma história, destino e origem comuns para as pessoas que formam hoje uma comunidade com fronteiras sociais em processo e ainda sem território demarcado. Habitando o sertão de Pambú, uma área na margem baiana do sub-médio São Francisco ocupada no passado por várias missões indígenas e alvo de criação extensiva de gado bovino durante os séculos XVII, XVIII e XIX, os Tumbalalá estão historicamente ligados a uma extensa rede indígena de comunicação interrtnica, sendo, assim, parte e produto de relações regionais de trocas rituais e políticas que sustentam sua etnogrnese no plano das identidades indígenas emergentes e os colocam no domínio etnografico dos índios do Nordeste brasileiro.Falam apenas o português e não há evidências linguisticas comprovadas do uso de fragmentos de um léxico que possa ser remetido a uma língua indígena pretérita.
 
Darllan  Felipe e Elias,
OS Guarani em territorio brasileiro sofrem com a presença violenta de fazendeiros.
  Para os índios Guarani , a terra é a origem da vida .No entanto , seu territoria tem sido devastado por violentas invasões Lideradas por fazendeiros , quase todas as terras dos índios ja foram roubadas
 Crianças Guarani passam fome e muitos líderes ja foram assassinados.Centenas de homens,mulheres e crianças Guarani cometeram suicídio.
                                                     
                                               OS TUPI-GUARANI E OUTROS POVOS
 Quando os portugueses chegaram a América , em 1500 existia o atual território brasileiro ma grande quantidade de sociedades indígenas . Muitos estudiosos acreditam que naquele época viviam aqui mais de mil povos diferentes . os números não são precisos , mais estima-se que essa população poderia chegara 5 milhões de habitantes .DE acordo com a língua que falavam , esses indivíduos podem ser divididos em dois grandes grupos : os Macro-Jê -grupo linguístico que incluía povos como os bororo e os KAraja - e os Tupi-Guarani - grupo formado por povos como o Guarani , os Tupinambá e os Carijó
  OS guarani ocupavam as bacias dos rios Paraná , Paraguai , Uruguai e o litoral , desde a lagoa dos Patos até Cananeia . Os tupinamba dominavam dominavam a costa desde Iguapé até o Ceará e os vales dos rios que desaguam no mar.No interior  , a fronteira ficava entre os rios Tietê e Paranapanema.

 No Brasil, vivem atualmente cerca de 51.000 indios Guarani, em sete estados diferentes, tornando-o  DARLLAN JUNIO LUIZ CLAUDIO
Conversa aberta. Uma mensagem lida.

 A chegada dos povos Guaranis Com a chegada dos espanhóis e portugueses na América, por volta de 1500, os Guarani já formavam um conjunto de povos com a mesma origem, falavam um mesmo idioma, haviam desenvolvido um modo de ser que mantinha viva a memória de antigas tradições e se projetavam para o futuro, praticando uma agricultura muito produtiva, a qual gerava amplos excedentes que motivavam grandes festas e a distribuição dos produtos, conforme determinava a economia de reciprocidade. Quando os europeus chegaram ao lugar que hoje é Assunção, no Paraguai, ficaram maravilhados com a "divisa".

Com a chegada dos espanhóis e portugueses na América, por volta de 1500, os Guarani já formavam um conjunto de povos com a mesma origem, falavam um mesmo idioma, haviam desenvolvido um modo de ser que mantinha viva a memória de antigas tradições e se projetavam para o futuro, praticando uma agricultura muito produtiva, a qual gerava amplos excedentes que motivavam grandes festas e a distribuição dos produtos, conforme determinava a economia de reciprocidade. Quando os europeus chegaram ao lugar que hoje é Assunção, no Paraguai, ficaram maravilhados com a "divina abundância" que encontraram.
Os Guarani vêm seu mundo como uma região de matas, campos e rios, como um território onde vivem segundo seu modo de ser e sua cultura milenar. Do território tradicional, historicamente ocupado pelos Guarani, que se estende por parte da Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil, os Guarani ocupam hoje apenas pequenas ilhas. Seu território, o solo que se pisa, é um tekoha, o lugar físico, o espaço geográfico onde os Guarani são o que são, onde se movem e onde existem. Esses povos guardam tradições de tempos muito antigos, que trazem na memória que vão atualizando em seu cotidiano, através de seus mitos e rituais.

 Os povos Guarani são muito semelhantes nos aspectos fundamentais de sua cultura e organizações sociopolíticas, porém, diferentes no modo de falar a língua guarani, de praticar sua religião e aplicar as diversas tecnologias na relação com o meio ambiente. Tais diferenças, que podem ser consideradas pequenas do ponto de vista do observador, cumprem o papel de marcadores étnicos, distinguindo comunidades políticas exclusivas. Esses grupos reconhecem a origem e proximidade histórica, lingüística e cultural e, ao mesmo tempo, diferenciam-se entre si como forma de manter suas organizações sociopolíticas e econômicas. Atualmente, os Guarani seguem vivendo onde sempre viveram, apesar de inumeráveis pressões, ameaças e mortes. Diversos grupos Guarani foram se estendendo por esta parte da América, mediante sucessivas migrações aliadas ao crescimento demográfico, que começaram há uns dois mil anos atrás e que continuam até a atualidade. No território brasileiro vivem os Mbya, Kaiowá e Guarani (ou Nhandeva). Os Guarani e Kaiowá estão em Mato Grosso do Sul. Um dos maiores males que os Guarani têm que suportar é a invasão e destruição de sua terra, a ameaça contra seu modo de ser, a expulsão, a discriminação e o desprezo que vieram com a chegada dos "outros", dos colonos e dos fazendeiros e, mais recentemente, dos produtores de soja e de açúcar.Quando da chegada dos espanhóis e portugueses na América, por volta de 1500, os Guarani já formavam um conjunto de povos com a mesma origem, falavam um mesmo idioma, haviam desenvolvido um modo de ser que mantinha viva a memória de antigas tradições e se projetavam para o futuro, praticando uma agricultura muito produtiva, a qual gerava amplos excedentes que motivavam grandes festas e a distribuição dos produtos, conforme determinava a economia de reciprocidade. Quando os europeus chegaram ao lugar que hoje é Assunção, no Paraguai, ficaram maravilhados com a "divina abundância" que encontraram. Os Guarani vêm seu mundo como uma região de matas, campos e rios, como um território onde vivem segundo seu modo de ser e sua cultura milenar. Do território tradicional, historicamente ocupado pelos Guarani, que se estende por parte da Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil, os Guarani ocupam hoje apenas pequenas ilhas. Seu território, o solo que se pisa, é um tekoha, o lugar físico, o espaço geográfico onde os Guarani são o que são, onde se movem e onde existem. Esses povos guardam tradições de tempos muito antigos, que trazem na memória que vão atualizando em seu cotidiano, através de seus mitos e rituais. Os povos Guarani são muito semelhantes nos aspectos fundamentais de sua cultura e organizações sociopolíticas, porém, diferentes no modo de falar a língua guarani, de praticar sua religião e aplicar as diversas tecnologias na relação com o meio ambiente. Tais diferenças, que podem ser consideradas pequenas do ponto de vista do observador, cumprem o papel de marcadores étnicos, distinguindo comunidades políticas exclusivas. Esses grupos reconhecem a origem e proximidade histórica, lingüística e cultural e, ao mesmo tempo, diferenciam-se entre si como forma de manter suas organizações sociopolíticas e econômicas. Atualmente, os Guarani seguem vivendo onde sempre viveram, apesar de inumeráveis pressões, ameaças e mortes. Diversos grupos Guarani foram se estendendo por esta parte da América, mediante sucessivas migrações aliadas ao crescimento demográfico, que começaram há uns dois mil anos atrás e que continuam até a atualidade. No território brasileiro vivem os Mbya, Kaiowá e Guarani (ou Nhandeva). Os Guarani e Kaiowá estão em Mato Grosso do Sul. Um dos maiores males que os Guarani têm que suportar é a invasão e destruição de sua terra, a ameaça contra seu modo de ser, a expulsão, a discriminação e o desprezo que vieram com a chegada dos "outros", dos colonos e dos fazendeiros e, mais recentemente, dos produtores de soja e de açúcar. na abundância" que encontraram. Os Guarani vêm seu mundo como uma região de matas, campos e rios, como um território onde vivem segundo seu modo de ser e sua cultura milenar. Do território tradicional, historicamente ocupado pelos Guarani, que se estende por parte da Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil, os Guarani ocupam hoje apenas pequenas ilhas. Seu território, o solo que se pisa, é um tekoha, o lugar físico, o espaço geográfico onde os Guarani são o que são, onde se movem e onde existem. Esses povos guardam tradições de tempos muito antigos, que trazem na memória que vão atualizando em seu cotidiano, através de seus mitos e rituais. Os povos Guarani são muito semelhantes nos aspectos fundamentais de sua cultura e organizações sociopolíticas, porém, diferentes no modo de falar a língua guarani, de praticar sua religião e aplicar as diversas tecnologias na relação com o meio ambiente. Tais diferenças, que podem ser consideradas pequenas do ponto de vista do observador, cumprem o papel de marcadores étnicos, distinguindo comunidades políticas exclusivas. Esses grupos reconhecem a origem e proximidade histórica, lingüística e cultural e, ao mesmo tempo, diferenciam-se entre si como forma de manter suas organizações sociopolíticas e econômicas. Atualmente, os Guarani seguem vivendo onde sempre viveram, apesar de inumeráveis pressões, ameaças e mortes. Diversos grupos Guarani foram se estendendo por esta parte da América, mediante sucessivas migrações aliadas ao crescimento demográfico, que começaram há uns dois mil anos atrás e que continuam até a atualidade. No território brasileiro vivem os Mbya, Kaiowá e Guarani (ou Nhandeva). Os Guarani e Kaiowá estão em Mato Grosso do Sul. Um dos maiores males que os Guarani têm que suportar é a invasão e destruição de sua terra, a ameaça contra seu modo de ser, a expulsão, a discriminação e o desprezo que vieram com a chegada dos "outros", dos colonos e dos fazendeiros e, mais recentemente, dos produtores de soja e de açúcar.Quando da chegada dos espanhóis e portugueses na América, por volta de 1500, os Guarani já formavam um conjunto de povos com a mesma origem, falavam um mesmo idioma, haviam desenvolvido um modo de ser que mantinha viva a memória de antigas tradições e se projetavam para o futuro, praticando uma agricultura muito produtiva, a qual gerava amplos excedentes que motivavam grandes festas e a distribuição dos produtos, conforme determinava a economia de reciprocidade. Quando os europeus chegaram ao lugar que hoje é Assunção, no Paraguai, ficaram maravilhados com a "divina abundância" que encontraram. Os Guarani vêm seu mundo como uma região de matas, campos e rios, como um território onde vivem segundo seu modo de ser e sua cultura milenar. Do território tradicional, historicamente ocupado pelos Guarani, que se estende por parte da Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil, os Guarani ocupam hoje apenas pequenas ilhas. Seu território, o solo que se pisa, é um tekoha, o lugar físico, o espaço geográfico onde os Guarani são o que são, onde se movem e onde existem. Esses povos guardam tradições de tempos muito antigos, que trazem na memória que vão atualizando em seu cotidiano, através de seus mitos e rituais. Os povos Guarani são muito semelhantes nos aspectos fundamentais de sua cultura e organizações sociopolíticas, porém, diferentes no modo de falar a língua guarani, de praticar sua religião e aplicar as diversas tecnologias na relação com o meio ambiente. Tais diferenças, que podem ser consideradas pequenas do ponto de vista do observador, cumprem o papel de marcadores étnicos, distinguindo comunidades políticas exclusivas. Esses grupos reconhecem a origem e proximidade histórica, lingüística e cultural e, ao mesmo tempo, diferenciam-se entre si como forma de manter suas organizações sociopolíticas e econômicas. Atualmente, os Guarani seguem vivendo onde sempre viveram, apesar de inumeráveis pressões, ameaças e mortes. Diversos grupos Guarani foram se estendendo por esta parte da América, mediante sucessivas migrações aliadas ao crescimento demográfico, que começaram há uns dois mil anos atrás e que continuam até a atualidade. No território brasileiro vivem os Mbya, Kaiowá e Guarani (ou Nhandeva). Os Guarani e Kaiowá estão em Mato Grosso do Sul. Um dos maiores males que os Guarani têm que suportar é a invasão e destruição de sua terra, a ameaça contra seu modo de ser, a expulsão, a discriminação e o desprezo que vieram com a chegada dos "outros", dos colonos e dos fazendeiros e, mais recentemente, dos produtores de soja e de açúcar.

          AS crianças dos povos guaranis

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Cultura Tupi-Guarani

 Yasmin ,  Rayane


O termo tupi-guarani é designado para definir uma das dez famílias linguísticas do tronco tupi.
Os demais troncos linguísticos identificados no Brasil são o tronco Jê e Arauak, dos quais derivam o conjunto de línguas dos povos indígenas que habitavam o Brasil na chegada dos colonizadores portugueses.
Tupi originou-se da língua Tupinambá, que foi incorporada pelos colonizadores e missionários, sendo adotada como Língua Geral do Brasil.
O guarani é falado ainda nos dias de hoje pelos povos guarani, ñhandeva e guarani-m'byá.
Hoje, os índios brasileiros ainda compartilham 150 línguas e dialetos e parte do repertório que já foi incorporado pelo português, como mandioca, Curitiba, Aquidauana, Iguaçu, tapioca, entre outros. Antes da chegada da esquadra de Pedro Álvares Cabral havia ao menos mil.
Mantendo sua língua, seus costumes e organização social, os povos indígenas do Brasil são denominados nações e não tribos, uma denominação popularesca e incorreta. Há semelhanças entre os muitos povos, mas as diferenças sobressaem.

Cultura

A cultura indígena engloba a língua, a organização social e política, seus rituais, seus mitos, arte, habitação, cosmologia e forma de relacionar-se com o meio ambiente.
  povo Aimoré                                                                       Os principais representantes do ramo tapuia habitavam uma faixa de terra paralela ao litoral, do rio São Francisco ao cabo Frio.
Em lutas contínuas com os tupinambás e os tupiniquins foram, depois de rechaçados, obrigados a emigrar para o sertão.
Os aimorés não deram tréguas aos colonizadores das capitanias de Ilhéus e Porto Seguro.
Esses índios eram altos e robustos, de pele clara, atribuído ao fato de só andarem pelo interior da selva, onde os raios solares não penetravam com tanta intensidade. Possuíam o costume de depilar totalmente o corpo raspando com uma "navalha" de taquara o cabelo da cabeça.
Viviam peregrinando pela floresta, sem casa, sem conforto e sem agasalhos. Dormiam no chão, pois não tinham conhecimento do uso da rede e conta-se que, quando chovia, procuravam refúgio na copa verdejante das árvores.
Mais sobre a Tribo Aimoré:
Além da caça, nutriam-se de frutos silvestres, que existiam em abundância pela selva imensa e da pesca.
Os aimorés divagassem pela mata não somente pela coleta, mas também pelo seu espírito guerreiro.
Na guerra dos aimorés não havia nem chefe, nem borés, nem trocanos, nem guerreiros procurando lutar frente a frente. Pelejavam rastreando pela mata, como sáurios, e armando emboscadas em pequenos grupos.
Quando caíam prisioneiros recusavam-se à comer e quase sempre morriam de inanição e talvez, também de saudade da vida liberta que levavam.
Os Aimorés, empurrados pela expansão dos colonos, se deslocaram de norte para sul, passando a ser conhecidos como botocudos, a partir do século XVIII.
OS BOTOCUDOS.
O nome Botocudo utilizado pelos colonos, para designar esses índios, advêm do uso de adornos (botoques) labiais e ouriculares que utilizavam.
Sobre o genérico nome "botocudo" eram conhecidos os índios das etnias Pojixá, Jiporok, Naknenuk, Nakrehé, Etwet, Krenak, entre outras... Os botocudos foram caçados de forma vil e cruel pelos portugueses e os únicos sobreviventes são os Krenak, que vivem hoje no norte de Minas Gerais e não usam mais os antigos botoques.
Cada grupo tinha seu modo de viver, com seus costumes particulares, mas todos eles falavam a mesma língua, mas, com alguns dialetos que eram compreendido entre os vários grupos.
Na vida religiosa, mantinham um contato constante com o mundo dos espíritos.
Os Botocudos contavam que os adornos labiais e ouriculares eram uma indicação de seu herói-cultural, chamado Marét-Khamaknian, que vivia no céu. Acreditavam que através dos seus sonhos era possível visitar o mundo dos Marét, repleto de fartura e riquezas. Por intermédio desse contato, estabeleciam seguimentos de suas vidas humanas e até mesmo previsões futuras relacionadas à comunidade, ou grupo pertencente.
O herói atendia aos pedidos da comunidade mas também enviava castigos na forma de tempestades e na morte, provocada por uma flecha invisível que atingia o coração dos índios. Marét-Khamaknian vivia com uma mulher chamada Marét-Jikki (a velha Jikki), mas o casal não se dava muito bem e suas brigas eram a explicação para as diferentes fases da lua.
O rituais religiosos eram realizados pelos mais velhos ou pelo pajé. Tinham o costume de acender fogueiras e realizar oferendas aos mortos, para que não retornassem para buscar algum membro da tribo.
Os Botocudos viviam em total harmonia com a Natureza e com seus parentes. Esse modo de ser e viver só ficou ameaçado com  povo aimore                                                                       Os principais representantes do ramo tapuia habitavam uma faixa de terra paralela ao litoral, do rio São Francisco ao cabo Frio.
Em lutas contínuas com os tupinambás e os tupiniquins foram, depois de rechaçados, obrigados a emigrar para o sertão.
Os aimorés não deram tréguas aos colonizadores das capitanias de Ilhéus e Porto Seguro.
Esses índios eram altos e robustos, de pele clara, atribuído ao fato de só andarem pelo interior da selva, onde os raios solares não penetravam com tanta intensidade. Possuíam o costume de depilar totalmente o corpo raspando com uma "navalha" de taquara o cabelo da cabeça.
Viviam peregrinando pela floresta, sem casa, sem conforto e sem agasalhos. Dormiam no chão, pois não tinham conhecimento do uso da rede e conta-se que, quando chovia, procuravam refúgio na copa verdejante das árvores.
Mais sobre a Tribo Aimoré:
Além da caça, nutriam-se de frutos silvestres, que existiam em abundância pela selva imensa e da pesca.
Os aimorés divagassem pela mata não somente pela coleta, mas também pelo seu espírito guerreiro.
Na guerra dos aimorés não havia nem chefe, nem borés, nem trocanos, nem guerreiros procurando lutar frente a frente. Pelejavam rastreando pela mata, como sáurios, e armando emboscadas em pequenos grupos.
Quando caíam prisioneiros recusavam-se à comer e quase sempre morriam de inanição e talvez, também de saudade da vida liberta que levavam.
Os Aimorés, empurrados pela expansão dos colonos, se deslocaram de norte para sul, passando a ser conhecidos como botocudos, a partir do século XVIII.
OS BOTOCUDOS.
O nome Botocudo utilizado pelos colonos, para designar esses índios, advêm do uso de adornos (botoques) labiais e ouriculares que utilizavam.
Sobre o genérico nome "botocudo" eram conhecidos os índios das etnias Pojixá, Jiporok, Naknenuk, Nakrehé, Etwet, Krenak, entre outras... Os botocudos foram caçados de forma vil e cruel pelos portugueses e os únicos sobreviventes são os Krenak, que vivem hoje no norte de Minas Gerais e não usam mais os antigos botoques.
Cada grupo tinha seu modo de viver, com seus costumes particulares, mas todos eles falavam a mesma língua, mas, com alguns dialetos que eram compreendido entre os vários grupos.
Na vida religiosa, mantinham um contato constante com o mundo dos espíritos.
Os Botocudos contavam que os adornos labiais e ouriculares eram uma indicação de seu herói-cultural, chamado Marét-Khamaknian, que vivia no céu. Acreditavam que através dos seus sonhos era possível visitar o mundo dos Marét, repleto de fartura e riquezas. Por intermédio desse contato, estabeleciam seguimentos de suas vidas humanas e até mesmo previsões futuras relacionadas à comunidade, ou grupo pertencente.
O herói atendia aos pedidos da comunidade mas também enviava castigos na forma de tempestades e na morte, provocada por uma flecha invisível que atingia o coração dos índios. Marét-Khamaknian vivia com uma mulher chamada Marét-Jikki (a velha Jikki), mas o casal não se dava muito bem e suas brigas eram a explicação para as diferentes fases da lua.
O rituais religiosos eram realizados pelos mais velhos ou pelo pajé. Tinham o costume de acender fogueiras e realizar oferendas aos mortos, para que não retornassem para buscar algum membro da tribo.
Os Botocudos viviam em total harmonia com a Natureza e com seus parentes. Esse modo de ser e viver só ficou ameaçado com a chegada dos colonos, que ocuparam a extensão do Rio Doce, em busca das minas de ouro. O embate entre os índios e os colonos ocorreu principalmente em Minas Gerais e Espírito Santo.
A partir do século XVI iniciou-se os contatos entre os portugueses e os índios do interior de Minas, Bahia e Espírito Santo. Nesse período as entradas chefiadas por Francisco Bruzza de Spinosa e de Salvador Correa de Sá encontraram os Aimorés nas proximidades dos rios Pardo, Jequitinhonha e Doce. Após o contato com o homem branco, os aimorés que sobreviveram as epidemias e as tentativas de aldeamento, fugiram embrenhando-se pelos sertões do Leste, mais precisamente para as faixas de terras que costeavam os vales dos rios Doce, Jequitinhonha e Mucuri.
Em Minas Gerais, as povoações mineradoras de Vila Rica e Mariana foram atacadas pelos aimorés que, posteriormente passaram a ser conhecidos por Botocudos de Minas.
Os Botocudos, segundos recentes investigações de DNA, são os atuais Krenak, que vivem hoje no Município de Resplendor, no Vale do Rio Doce. A população é composta de 250 indígenas, que ocupam uma área demarcada de 4.200 hectares, conquistada após anos de luta. Os ancestrais Botocudos eram ágeis guerreiros e faziam trincheiras e armadilhas e os mais jovens organizados em uma comitiva vinham à frente para proteção das mulheres, crianças e anciões.
O contato desses índios com os portugueses foi manchado de sangue e muita violência. Em 13 de maio de 1808, Dom João VI declarou a "Guerra Justa" aos Botocudos, pois, segundo ele, os indígenas estariam inviabilizando os projetos de desenvolvimento de interesses nacionais. Com base nessa tese foi criada uma política de militarização para dizimar e ocupar as terras dos Botocudos. Uma dessas divisões militares era chefiada por Teófilo Otoni (1858), a Companhia da Mucuri, que relacionou como rotinas de guerra os seguintes procedimentos:
"a) cães especialmente treinados na caça aos Botocudos, alimentados inclusive com carne de indígenas assassinados;
 bandeiras especialmente preparadas para "matar uma aldeia", assassinando-se indiscriminadamente homens, mulheres, velhos, moços, reservando-se apenas as crianças para o trafico e alguns homens para carregadores;
índios recrutados como soldados estimulados a cometerem violências contra os Botocudos, dando provas de renegar suas origens;(...)
 comércio de crianças - 1Krenak valendo uma espingarda - e de cabeças de Botocudos mortos em combate - dezesseis delas foram vendidas a um francês que disse tê-las comprado para o museu de Paris em 1846;
 índios sob o regime de trabalho escravo, espoliados de suas terras, doentes e mal alimentados;
 contaminação proposital de comunidades inteiras através de agentes patogênicos letais para o indígena - sarampo, por exemplo." (Marcato, 1979:18 apud Mattos, 1996, p.71)
Em 1823 após a Guerra Justa, houve uma tentativa de pacificação pelo francês Guido Marliére, inspetor de todas as Divisões Militares do Rio Doce. Também incentivou os casamentos entre índios e não-índios, idéia que não foi bem aceita pelos colonos. Missionários Capuchinhos foram levados à área, como outra alternativa à pacificação, mas fracassaram.
A ocupação do Vale do Rio Doce só acabou acontecendo no início do século XX, a partir da construção da estrada de ferro Vitória-Minas, pela atual Companhia Vale do Rio Doce.
Os Botocudos sobreviventes, das guerras coloniais, tiveram então que enfrentar as conseqüências da construção da estrada de ferro, que acarretou em uma diminuição ainda maior de seu povo.
a chegada dos colonos, que ocuparam a extensão do Rio Doce, em busca das minas de ouro. O embate entre os índios e os colonos ocorreu principalmente em Minas Gerais e Espírito Santo.
A partir do século XVI iniciou-se os contatos entre os portugueses e os índios do interior de Minas, Bahia e Espírito Santo. Nesse período as entradas chefiadas por Francisco Bruzza de Spinosa e de Salvador Correa de Sá encontraram os Aimorés nas proximidades dos rios Pardo, Jequitinhonha e Doce. Após o contato com o homem branco, os aimorés que sobreviveram as epidemias e as tentativas de aldeamento, fugiram embrenhando-se pelos sertões do Leste, mais precisamente para as faixas de terras que costeavam os vales dos rios Doce, Jequitinhonha e Mucuri.
Em Minas Gerais, as povoações mineradoras de Vila Rica e Mariana foram atacadas pelos aimorés que, posteriormente passaram a ser conhecidos por Botocudos de Minas.
Os Botocudos, segundos recentes investigações de DNA, são os atuais Krenak, que vivem hoje no Município de Resplendor, no Vale do Rio Doce. A população é composta de 250 indígenas, que ocupam uma área demarcada de 4.200 hectares, conquistada após anos de luta. Os ancestrais Botocudos eram ágeis guerreiros e faziam trincheiras e armadilhas e os mais jovens organizados em uma comitiva vinham à frente para proteção das mulheres, crianças e anciões.
O contato desses índios com os portugueses foi manchado de sangue e muita violência. Em 13 de maio de 1808, Dom João VI declarou a "Guerra Justa" aos Botocudos, pois, segundo ele, os indígenas estariam inviabilizando os projetos de desenvolvimento de interesses nacionais. Com base nessa tese foi criada uma política de militarização para dizimar e ocupar as terras dos Botocudos. Uma dessas divisões militares era chefiada por Teófilo Otoni (1858), a Companhia da Mucuri, que relacionou como rotinas de guerra os seguintes procedimentos:
"a) cães especialmente treinados na caça aos Botocudos, alimentados inclusive com carne de indígenas assassinados;
 bandeiras especialmente preparadas para "matar uma aldeia", assassinando-se indiscriminadamente homens, mulheres, velhos, moços, reservando-se apenas as crianças para o trafico e alguns homens para carregadores;
índios recrutados como soldados estimulados a cometerem violências contra os Botocudos, dando provas de renegar suas origens;(...)
 comércio de crianças - 1Krenak valendo uma espingarda - e de cabeças de Botocudos mortos em combate - dezesseis delas foram vendidas a um francês que disse tê-las comprado para o museu de Paris em 1846;
 índios sob o regime de trabalho escravo, espoliados de suas terras, doentes e mal alimentados;
 contaminação proposital de comunidades inteiras através de agentes patogênicos letais para o indígena - sarampo, por exemplo." (Marcato, 1979:18 apud Mattos, 1996, p.71)
Em 1823 após a Guerra Justa, houve uma tentativa de pacificação pelo francês Guido Marliére, inspetor de todas as Divisões Militares do Rio Doce. Também incentivou os casamentos entre índios e não-índios, idéia que não foi bem aceita pelos colonos. Missionários Capuchinhos foram levados à área, como outra alternativa à pacificação, mas fracassaram.
A ocupação do Vale do Rio Doce só acabou acontecendo no início do século XX, a partir da construção da estrada de ferro Vitória-Minas, pela atual Companhia Vale do Rio Doce.
Os Botocudos sobreviventes, das guerras coloniais, tiveram então que enfrentar as conseqüências da construção da estrada de ferro, que acarretou em uma diminuição ainda maior de seu povo.                                                        (GUSTAVO TOREZANI)