Conversa aberta. Uma mensagem lida.
A chegada dos povos Guaranis
Com a chegada dos espanhóis e portugueses na América, por volta de 1500, os Guarani já formavam um conjunto de povos com a mesma origem, falavam um mesmo idioma, haviam desenvolvido um modo de ser que mantinha viva a memória de antigas tradições e se projetavam para o futuro, praticando uma agricultura muito produtiva, a qual gerava amplos excedentes que motivavam grandes festas e a distribuição dos produtos, conforme determinava a economia de reciprocidade. Quando os europeus chegaram ao lugar que hoje é Assunção, no Paraguai, ficaram maravilhados com a "divisa".
Com a chegada dos espanhóis e portugueses na América, por volta de 1500,
os Guarani já formavam um conjunto de povos com a mesma origem, falavam
um mesmo idioma, haviam desenvolvido um modo de ser que mantinha viva a
memória de antigas tradições e se projetavam para o futuro, praticando
uma agricultura muito produtiva, a qual gerava amplos excedentes que
motivavam grandes festas e a distribuição dos produtos, conforme
determinava a economia de reciprocidade. Quando os europeus chegaram ao
lugar que hoje é Assunção, no Paraguai, ficaram maravilhados com a
"divina abundância" que encontraram.
Os
Guarani vêm seu mundo como uma região de matas, campos e rios, como um
território onde vivem segundo seu modo de ser e sua cultura milenar. Do
território tradicional, historicamente ocupado pelos Guarani, que se
estende por parte da Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil, os Guarani
ocupam hoje apenas pequenas ilhas. Seu território, o solo que se pisa, é
um tekoha, o lugar físico, o espaço geográfico onde os Guarani são o
que são, onde se movem e onde existem. Esses povos guardam tradições de
tempos muito antigos, que trazem na memória que vão atualizando em seu
cotidiano, através de seus mitos e rituais.
Os
povos Guarani são muito semelhantes nos aspectos fundamentais de sua
cultura e organizações sociopolíticas, porém, diferentes no modo de
falar a língua guarani, de praticar sua religião e aplicar as diversas
tecnologias na relação com o meio ambiente. Tais diferenças, que podem
ser consideradas pequenas do ponto de vista do observador, cumprem o
papel de marcadores étnicos, distinguindo comunidades políticas
exclusivas. Esses grupos reconhecem a origem e proximidade histórica,
lingüística e cultural e, ao mesmo tempo, diferenciam-se entre si como
forma de manter suas organizações sociopolíticas e econômicas.
Atualmente,
os Guarani seguem vivendo onde sempre viveram, apesar de inumeráveis
pressões, ameaças e mortes. Diversos grupos Guarani foram se estendendo
por esta parte da América, mediante sucessivas migrações aliadas ao
crescimento demográfico, que começaram há uns dois mil anos atrás e que
continuam até a atualidade. No território brasileiro vivem os Mbya,
Kaiowá e Guarani (ou Nhandeva). Os Guarani e Kaiowá estão em Mato Grosso
do Sul.
Um
dos maiores males que os Guarani têm que suportar é a invasão e
destruição de sua terra, a ameaça contra seu modo de ser, a expulsão, a
discriminação e o desprezo que vieram com a chegada dos "outros", dos
colonos e dos fazendeiros e, mais recentemente, dos produtores de soja e
de açúcar.Quando da chegada dos espanhóis e portugueses na América, por
volta de 1500, os Guarani já formavam um conjunto de povos com a mesma
origem, falavam um mesmo idioma, haviam desenvolvido um modo de ser que
mantinha viva a memória de antigas tradições e se projetavam para o
futuro, praticando uma agricultura muito produtiva, a qual gerava amplos
excedentes que motivavam grandes festas e a distribuição dos produtos,
conforme determinava a economia de reciprocidade. Quando os europeus
chegaram ao lugar que hoje é Assunção, no Paraguai, ficaram maravilhados
com a "divina abundância" que encontraram.
Os
Guarani vêm seu mundo como uma região de matas, campos e rios, como um
território onde vivem segundo seu modo de ser e sua cultura milenar. Do
território tradicional, historicamente ocupado pelos Guarani, que se
estende por parte da Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil, os Guarani
ocupam hoje apenas pequenas ilhas. Seu território, o solo que se pisa, é
um tekoha, o lugar físico, o espaço geográfico onde os Guarani são o
que são, onde se movem e onde existem. Esses povos guardam tradições de
tempos muito antigos, que trazem na memória que vão atualizando em seu
cotidiano, através de seus mitos e rituais.
Os
povos Guarani são muito semelhantes nos aspectos fundamentais de sua
cultura e organizações sociopolíticas, porém, diferentes no modo de
falar a língua guarani, de praticar sua religião e aplicar as diversas
tecnologias na relação com o meio ambiente. Tais diferenças, que podem
ser consideradas pequenas do ponto de vista do observador, cumprem o
papel de marcadores étnicos, distinguindo comunidades políticas
exclusivas. Esses grupos reconhecem a origem e proximidade histórica,
lingüística e cultural e, ao mesmo tempo, diferenciam-se entre si como
forma de manter suas organizações sociopolíticas e econômicas.
Atualmente,
os Guarani seguem vivendo onde sempre viveram, apesar de inumeráveis
pressões, ameaças e mortes. Diversos grupos Guarani foram se estendendo
por esta parte da América, mediante sucessivas migrações aliadas ao
crescimento demográfico, que começaram há uns dois mil anos atrás e que
continuam até a atualidade. No território brasileiro vivem os Mbya,
Kaiowá e Guarani (ou Nhandeva). Os Guarani e Kaiowá estão em Mato Grosso
do Sul.
Um
dos maiores males que os Guarani têm que suportar é a invasão e
destruição de sua terra, a ameaça contra seu modo de ser, a expulsão, a
discriminação e o desprezo que vieram com a chegada dos "outros", dos
colonos e dos fazendeiros e, mais recentemente, dos produtores de soja e
de açúcar.
na abundância" que encontraram.
Os Guarani vêm seu mundo como uma região de matas, campos e rios, como um território onde vivem segundo seu modo de ser e sua cultura milenar. Do território tradicional, historicamente ocupado pelos Guarani, que se estende por parte da Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil, os Guarani ocupam hoje apenas pequenas ilhas. Seu território, o solo que se pisa, é um tekoha, o lugar físico, o espaço geográfico onde os Guarani são o que são, onde se movem e onde existem. Esses povos guardam tradições de tempos muito antigos, que trazem na memória que vão atualizando em seu cotidiano, através de seus mitos e rituais.
Os povos Guarani são muito semelhantes nos aspectos fundamentais de sua cultura e organizações sociopolíticas, porém, diferentes no modo de falar a língua guarani, de praticar sua religião e aplicar as diversas tecnologias na relação com o meio ambiente. Tais diferenças, que podem ser consideradas pequenas do ponto de vista do observador, cumprem o papel de marcadores étnicos, distinguindo comunidades políticas exclusivas. Esses grupos reconhecem a origem e proximidade histórica, lingüística e cultural e, ao mesmo tempo, diferenciam-se entre si como forma de manter suas organizações sociopolíticas e econômicas.
Atualmente, os Guarani seguem vivendo onde sempre viveram, apesar de inumeráveis pressões, ameaças e mortes. Diversos grupos Guarani foram se estendendo por esta parte da América, mediante sucessivas migrações aliadas ao crescimento demográfico, que começaram há uns dois mil anos atrás e que continuam até a atualidade. No território brasileiro vivem os Mbya, Kaiowá e Guarani (ou Nhandeva). Os Guarani e Kaiowá estão em Mato Grosso do Sul.
Um dos maiores males que os Guarani têm que suportar é a invasão e destruição de sua terra, a ameaça contra seu modo de ser, a expulsão, a discriminação e o desprezo que vieram com a chegada dos "outros", dos colonos e dos fazendeiros e, mais recentemente, dos produtores de soja e de açúcar.Quando da chegada dos espanhóis e portugueses na América, por volta de 1500, os Guarani já formavam um conjunto de povos com a mesma origem, falavam um mesmo idioma, haviam desenvolvido um modo de ser que mantinha viva a memória de antigas tradições e se projetavam para o futuro, praticando uma agricultura muito produtiva, a qual gerava amplos excedentes que motivavam grandes festas e a distribuição dos produtos, conforme determinava a economia de reciprocidade. Quando os europeus chegaram ao lugar que hoje é Assunção, no Paraguai, ficaram maravilhados com a "divina abundância" que encontraram.
Os Guarani vêm seu mundo como uma região de matas, campos e rios, como um território onde vivem segundo seu modo de ser e sua cultura milenar. Do território tradicional, historicamente ocupado pelos Guarani, que se estende por parte da Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil, os Guarani ocupam hoje apenas pequenas ilhas. Seu território, o solo que se pisa, é um tekoha, o lugar físico, o espaço geográfico onde os Guarani são o que são, onde se movem e onde existem. Esses povos guardam tradições de tempos muito antigos, que trazem na memória que vão atualizando em seu cotidiano, através de seus mitos e rituais.
Os povos Guarani são muito semelhantes nos aspectos fundamentais de sua cultura e organizações sociopolíticas, porém, diferentes no modo de falar a língua guarani, de praticar sua religião e aplicar as diversas tecnologias na relação com o meio ambiente. Tais diferenças, que podem ser consideradas pequenas do ponto de vista do observador, cumprem o papel de marcadores étnicos, distinguindo comunidades políticas exclusivas. Esses grupos reconhecem a origem e proximidade histórica, lingüística e cultural e, ao mesmo tempo, diferenciam-se entre si como forma de manter suas organizações sociopolíticas e econômicas.
Atualmente, os Guarani seguem vivendo onde sempre viveram, apesar de inumeráveis pressões, ameaças e mortes. Diversos grupos Guarani foram se estendendo por esta parte da América, mediante sucessivas migrações aliadas ao crescimento demográfico, que começaram há uns dois mil anos atrás e que continuam até a atualidade. No território brasileiro vivem os Mbya, Kaiowá e Guarani (ou Nhandeva). Os Guarani e Kaiowá estão em Mato Grosso do Sul.
Um dos maiores males que os Guarani têm que suportar é a invasão e destruição de sua terra, a ameaça contra seu modo de ser, a expulsão, a discriminação e o desprezo que vieram com a chegada dos "outros", dos colonos e dos fazendeiros e, mais recentemente, dos produtores de soja e de açúcar.
AS crianças dos povos guaranis
terça-feira, 5 de setembro de 2017
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Cultura Tupi-Guarani
Yasmin , Rayane
O termo tupi-guarani é designado para definir uma das dez famílias linguísticas do tronco tupi.
O termo tupi-guarani é designado para definir uma das dez famílias linguísticas do tronco tupi.
Os demais troncos linguísticos identificados no Brasil são o tronco Jê e Arauak, dos quais derivam o conjunto de línguas dos povos indígenas que habitavam o Brasil na chegada dos colonizadores portugueses.
Tupi originou-se da língua Tupinambá, que foi incorporada pelos colonizadores e missionários, sendo adotada como Língua Geral do Brasil.
O guarani é falado ainda nos dias de hoje pelos povos guarani, ñhandeva e guarani-m'byá.
Hoje, os índios brasileiros ainda compartilham 150 línguas e dialetos e parte do repertório que já foi incorporado pelo português, como mandioca, Curitiba, Aquidauana, Iguaçu, tapioca, entre outros. Antes da chegada da esquadra de Pedro Álvares Cabral havia ao menos mil.
Mantendo sua língua, seus costumes e organização social, os povos indígenas do Brasil são denominados nações e não tribos, uma denominação popularesca e incorreta. Há semelhanças entre os muitos povos, mas as diferenças sobressaem.
Cultura
A cultura indígena engloba a língua, a organização social e política, seus rituais, seus mitos, arte, habitação, cosmologia e forma de relacionar-se com o meio ambiente.
povo Aimoré Os
principais representantes do ramo tapuia
habitavam uma faixa de terra paralela ao litoral,
do rio São Francisco ao cabo Frio.
Em
lutas contínuas com os tupinambás e os
tupiniquins foram, depois de rechaçados,
obrigados a emigrar para o sertão.
Os
aimorés não deram tréguas aos
colonizadores das capitanias de Ilhéus e
Porto Seguro.
Esses índios eram altos e robustos, de pele clara,
atribuído ao fato de só andarem pelo
interior da selva, onde os raios solares
não penetravam com tanta intensidade.
Possuíam o costume de depilar totalmente o
corpo raspando com uma "navalha" de
taquara o cabelo da cabeça.
Viviam
peregrinando pela floresta, sem casa,
sem conforto e sem agasalhos. Dormiam no
chão, pois não tinham conhecimento do uso
da rede e conta-se que, quando chovia,
procuravam refúgio na copa verdejante das
árvores.
Mais sobre a Tribo Aimoré:
Além
da caça, nutriam-se de frutos
silvestres, que existiam em abundância
pela selva imensa e da pesca.
Os
aimorés divagassem pela mata não somente
pela coleta, mas também pelo seu espírito guerreiro.
Na
guerra dos aimorés não havia nem chefe,
nem borés, nem trocanos, nem guerreiros
procurando lutar frente a frente.
Pelejavam rastreando pela mata, como
sáurios, e armando emboscadas em pequenos grupos.
Quando caíam prisioneiros recusavam-se à
comer e quase sempre morriam de inanição e
talvez, também de saudade da vida
liberta que levavam.
Os
Aimorés, empurrados pela
expansão dos colonos, se deslocaram de norte para
sul, passando a ser conhecidos como botocudos,
a partir do século XVIII.
OS BOTOCUDOS.
O
nome Botocudo utilizado pelos colonos,
para designar esses índios, advêm do uso de adornos (botoques) labiais e ouriculares que utilizavam.
Sobre o genérico
nome "botocudo" eram conhecidos os índios das
etnias Pojixá, Jiporok, Naknenuk, Nakrehé, Etwet,
Krenak, entre outras... Os botocudos foram caçados
de forma vil e cruel pelos portugueses e
os únicos sobreviventes são os Krenak,
que vivem hoje no norte de Minas Gerais e
não usam mais os antigos botoques.
Cada grupo tinha
seu modo de viver, com seus costumes particulares,
mas todos eles falavam a mesma língua, mas, com
alguns dialetos que eram compreendido entre os
vários grupos.
Na vida religiosa,
mantinham um contato constante com o mundo dos
espíritos.
Os Botocudos
contavam que os adornos labiais e ouriculares eram
uma indicação de seu herói-cultural, chamado
Marét-Khamaknian, que vivia no céu. Acreditavam
que através dos seus sonhos era possível visitar
o mundo dos Marét, repleto de fartura e
riquezas. Por intermédio desse contato,
estabeleciam seguimentos de suas vidas
humanas e até mesmo previsões futuras
relacionadas à comunidade, ou grupo
pertencente.
O herói atendia aos
pedidos da comunidade mas também enviava castigos
na forma de tempestades e na morte, provocada por
uma flecha invisível que atingia o coração
dos índios. Marét-Khamaknian vivia com
uma mulher chamada Marét-Jikki (a velha
Jikki), mas o casal não se dava muito bem
e suas brigas eram a explicação para as
diferentes fases da lua.
O rituais
religiosos eram realizados pelos mais velhos ou
pelo pajé. Tinham o costume de acender fogueiras e
realizar oferendas aos mortos, para que não
retornassem para buscar algum membro da tribo.
Os Botocudos viviam
em total harmonia com a Natureza e com seus
parentes. Esse modo de ser e viver só ficou
ameaçado com povo aimore Os
principais representantes do ramo tapuia
habitavam uma faixa de terra paralela ao litoral,
do rio São Francisco ao cabo Frio.
Em
lutas contínuas com os tupinambás e os
tupiniquins foram, depois de rechaçados,
obrigados a emigrar para o sertão.
Os
aimorés não deram tréguas aos
colonizadores das capitanias de Ilhéus e
Porto Seguro.
Esses índios eram altos e robustos, de pele clara,
atribuído ao fato de só andarem pelo
interior da selva, onde os raios solares
não penetravam com tanta intensidade.
Possuíam o costume de depilar totalmente o
corpo raspando com uma "navalha" de
taquara o cabelo da cabeça.
Viviam
peregrinando pela floresta, sem casa,
sem conforto e sem agasalhos. Dormiam no
chão, pois não tinham conhecimento do uso
da rede e conta-se que, quando chovia,
procuravam refúgio na copa verdejante das
árvores.
Mais sobre a Tribo Aimoré:
Além
da caça, nutriam-se de frutos
silvestres, que existiam em abundância
pela selva imensa e da pesca.
Os
aimorés divagassem pela mata não somente
pela coleta, mas também pelo seu espírito guerreiro.
Na
guerra dos aimorés não havia nem chefe,
nem borés, nem trocanos, nem guerreiros
procurando lutar frente a frente.
Pelejavam rastreando pela mata, como
sáurios, e armando emboscadas em pequenos grupos.
Quando caíam prisioneiros recusavam-se à
comer e quase sempre morriam de inanição e
talvez, também de saudade da vida
liberta que levavam.
Os
Aimorés, empurrados pela
expansão dos colonos, se deslocaram de norte para
sul, passando a ser conhecidos como botocudos,
a partir do século XVIII.
OS BOTOCUDOS.
O
nome Botocudo utilizado pelos colonos,
para designar esses índios, advêm do uso de adornos (botoques) labiais e ouriculares que utilizavam.
Sobre o genérico
nome "botocudo" eram conhecidos os índios das
etnias Pojixá, Jiporok, Naknenuk, Nakrehé, Etwet,
Krenak, entre outras... Os botocudos foram caçados
de forma vil e cruel pelos portugueses e
os únicos sobreviventes são os Krenak,
que vivem hoje no norte de Minas Gerais e
não usam mais os antigos botoques.
Cada grupo tinha
seu modo de viver, com seus costumes particulares,
mas todos eles falavam a mesma língua, mas, com
alguns dialetos que eram compreendido entre os
vários grupos.
Na vida religiosa,
mantinham um contato constante com o mundo dos
espíritos.
Os Botocudos
contavam que os adornos labiais e ouriculares eram
uma indicação de seu herói-cultural, chamado
Marét-Khamaknian, que vivia no céu. Acreditavam
que através dos seus sonhos era possível visitar
o mundo dos Marét, repleto de fartura e
riquezas. Por intermédio desse contato,
estabeleciam seguimentos de suas vidas
humanas e até mesmo previsões futuras
relacionadas à comunidade, ou grupo
pertencente.
O herói atendia aos
pedidos da comunidade mas também enviava castigos
na forma de tempestades e na morte, provocada por
uma flecha invisível que atingia o coração
dos índios. Marét-Khamaknian vivia com
uma mulher chamada Marét-Jikki (a velha
Jikki), mas o casal não se dava muito bem
e suas brigas eram a explicação para as
diferentes fases da lua.
O rituais
religiosos eram realizados pelos mais velhos ou
pelo pajé. Tinham o costume de acender fogueiras e
realizar oferendas aos mortos, para que não
retornassem para buscar algum membro da tribo.
Os Botocudos viviam
em total harmonia com a Natureza e com seus
parentes. Esse modo de ser e viver só ficou
ameaçado com a chegada dos colonos, que ocuparam a
extensão do Rio Doce, em busca das minas de
ouro. O embate entre os índios e os
colonos ocorreu principalmente em Minas
Gerais e Espírito Santo.
A partir do século
XVI iniciou-se os contatos entre os portugueses e
os índios do interior de Minas, Bahia e
Espírito Santo. Nesse período as entradas
chefiadas por Francisco Bruzza de
Spinosa e de Salvador Correa de Sá
encontraram os Aimorés nas proximidades dos
rios Pardo, Jequitinhonha e Doce. Após o contato
com o homem branco, os aimorés que sobreviveram as
epidemias e as
tentativas de aldeamento, fugiram
embrenhando-se pelos sertões do Leste, mais
precisamente para as faixas de terras que
costeavam os vales dos rios Doce, Jequitinhonha e
Mucuri.
Em Minas Gerais, as povoações mineradoras
de Vila Rica e Mariana foram atacadas
pelos aimorés que, posteriormente
passaram a ser conhecidos por Botocudos de Minas.
Os Botocudos,
segundos recentes investigações de DNA, são os
atuais Krenak, que vivem hoje no Município de
Resplendor, no Vale do Rio Doce. A população é
composta de 250 indígenas, que ocupam uma área
demarcada de 4.200 hectares, conquistada
após anos de luta. Os ancestrais
Botocudos eram ágeis guerreiros e faziam
trincheiras e armadilhas e os mais jovens
organizados em uma comitiva vinham à
frente para proteção das mulheres, crianças e
anciões.
O contato desses
índios com os portugueses foi manchado de sangue e
muita violência. Em 13 de maio de 1808, Dom João
VI declarou a "Guerra Justa" aos Botocudos,
pois, segundo ele, os indígenas estariam
inviabilizando os projetos de
desenvolvimento de interesses nacionais.
Com base nessa tese foi criada uma
política de militarização para dizimar e ocupar as
terras dos Botocudos. Uma dessas divisões
militares era chefiada por Teófilo Otoni (1858), a
Companhia da Mucuri, que relacionou como rotinas
de guerra os seguintes procedimentos:
"a) cães especialmente treinados na caça
aos Botocudos, alimentados inclusive com
carne de indígenas assassinados;
bandeiras especialmente preparadas para "matar uma aldeia",
assassinando-se indiscriminadamente homens, mulheres, velhos, moços,
reservando-se apenas as crianças para o trafico e alguns homens para
carregadores;
índios recrutados como soldados estimulados a cometerem violências
contra os Botocudos, dando provas de renegar suas origens;(...)
comércio de crianças - 1Krenak valendo uma espingarda - e de cabeças de
Botocudos mortos em combate - dezesseis delas foram vendidas a um
francês que disse tê-las comprado para o museu de Paris em 1846;
índios sob o regime de trabalho escravo, espoliados de suas terras, doentes e mal alimentados;
contaminação proposital de comunidades inteiras através de agentes
patogênicos letais para o indígena - sarampo, por exemplo." (Marcato,
1979:18 apud Mattos, 1996, p.71)
Em 1823 após a
Guerra Justa, houve uma tentativa de pacificação
pelo francês Guido Marliére, inspetor de todas as
Divisões Militares do Rio Doce. Também incentivou
os casamentos entre índios e não-índios,
idéia que não foi bem aceita pelos
colonos. Missionários Capuchinhos foram
levados à área, como outra alternativa à
pacificação, mas fracassaram.
A ocupação do Vale
do Rio Doce só acabou acontecendo no início do
século XX, a partir da construção da estrada de
ferro Vitória-Minas, pela atual Companhia Vale do
Rio Doce.
Os Botocudos
sobreviventes, das guerras coloniais, tiveram
então que enfrentar as conseqüências da construção
da estrada de ferro, que acarretou em uma
diminuição ainda maior de seu povo.
a chegada dos colonos, que ocuparam a
extensão do Rio Doce, em busca das minas de
ouro. O embate entre os índios e os
colonos ocorreu principalmente em Minas
Gerais e Espírito Santo.
A partir do século
XVI iniciou-se os contatos entre os portugueses e
os índios do interior de Minas, Bahia e
Espírito Santo. Nesse período as entradas
chefiadas por Francisco Bruzza de
Spinosa e de Salvador Correa de Sá
encontraram os Aimorés nas proximidades dos
rios Pardo, Jequitinhonha e Doce. Após o contato
com o homem branco, os aimorés que sobreviveram as
epidemias e as
tentativas de aldeamento, fugiram
embrenhando-se pelos sertões do Leste, mais
precisamente para as faixas de terras que
costeavam os vales dos rios Doce, Jequitinhonha e
Mucuri.
Em Minas Gerais, as povoações mineradoras
de Vila Rica e Mariana foram atacadas
pelos aimorés que, posteriormente
passaram a ser conhecidos por Botocudos de Minas.
Os Botocudos,
segundos recentes investigações de DNA, são os
atuais Krenak, que vivem hoje no Município de
Resplendor, no Vale do Rio Doce. A população é
composta de 250 indígenas, que ocupam uma área
demarcada de 4.200 hectares, conquistada
após anos de luta. Os ancestrais
Botocudos eram ágeis guerreiros e faziam
trincheiras e armadilhas e os mais jovens
organizados em uma comitiva vinham à
frente para proteção das mulheres, crianças e
anciões.
O contato desses
índios com os portugueses foi manchado de sangue e
muita violência. Em 13 de maio de 1808, Dom João
VI declarou a "Guerra Justa" aos Botocudos,
pois, segundo ele, os indígenas estariam
inviabilizando os projetos de
desenvolvimento de interesses nacionais.
Com base nessa tese foi criada uma
política de militarização para dizimar e ocupar as
terras dos Botocudos. Uma dessas divisões
militares era chefiada por Teófilo Otoni (1858), a
Companhia da Mucuri, que relacionou como rotinas
de guerra os seguintes procedimentos:
"a) cães especialmente treinados na caça
aos Botocudos, alimentados inclusive com
carne de indígenas assassinados;
bandeiras especialmente preparadas para "matar uma aldeia",
assassinando-se indiscriminadamente homens, mulheres, velhos, moços,
reservando-se apenas as crianças para o trafico e alguns homens para
carregadores;
índios recrutados como soldados estimulados a cometerem violências
contra os Botocudos, dando provas de renegar suas origens;(...)
comércio de crianças - 1Krenak valendo uma espingarda - e de cabeças de
Botocudos mortos em combate - dezesseis delas foram vendidas a um
francês que disse tê-las comprado para o museu de Paris em 1846;
índios sob o regime de trabalho escravo, espoliados de suas terras, doentes e mal alimentados;
contaminação proposital de comunidades inteiras através de agentes
patogênicos letais para o indígena - sarampo, por exemplo." (Marcato,
1979:18 apud Mattos, 1996, p.71)
Em 1823 após a
Guerra Justa, houve uma tentativa de pacificação
pelo francês Guido Marliére, inspetor de todas as
Divisões Militares do Rio Doce. Também incentivou
os casamentos entre índios e não-índios,
idéia que não foi bem aceita pelos
colonos. Missionários Capuchinhos foram
levados à área, como outra alternativa à
pacificação, mas fracassaram.
A ocupação do Vale
do Rio Doce só acabou acontecendo no início do
século XX, a partir da construção da estrada de
ferro Vitória-Minas, pela atual Companhia Vale do
Rio Doce.
Os Botocudos
sobreviventes, das guerras coloniais, tiveram
então que enfrentar as conseqüências da construção
da estrada de ferro, que acarretou em uma
diminuição ainda maior de seu povo. (GUSTAVO TOREZANI)
segunda-feira, 19 de junho de 2017
joão carlos,gabriel.nascemento
povos guarani
Antes da chegada dos portugueses ao Brasil já existiam vários grupos indígenas habitando em nosso território. Diante dessa variedade os índios brasileiros foram classificados segundo as línguas distintas, que são: Tupi, macro-jê, aruak e karib.
guarani.Muitos outros índios Guarani vivem no Paraguai, Bolívia e Argentina. O povo Guarani no Brasil está dividido em três grupos: Kaiowá, Ñandeva e M'byá, dos quais o maior é o Kaiowá, que significa 'povo da floresta'.
A chegada dos povos Guaranis
O povo Guarani foi um dos primeiros a serem contatados após a chegada dos europeus na América do Sul, cerca de 500 anos atrás.No Brasil, vivem atualmente cerca de 51.000 índios Guarani, em sete
estados diferentes, tornando-os a etnia mais numerosa do paísNo Brasil, vivem atualmente cerca de 51.000 índios Guarani, em sete
estados diferentes, tornando-os a etnia mais numerosa do país.
Os Guarani vêm seu mundo como uma região de matas, campos e rios, como um território onde vivem segundo seu modo de ser e sua cultura milenar. Do território tradicional, historicamente ocupado pelos Guarani, que se estende por parte da Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil, os Guarani ocupam hoje apenas pequenas ilhasQuando da chegada dos espanhóis e portugueses na América, por volta de 1500, os Guarani já formavam um conjunto de povos com a mesma origem, falavam um mesmo idioma, haviam desenvolvido um modo de ser que mantinha viva a memória de antigas tradições e se projetavam para o futuro, praticando uma agricultura muito produtiva, a qual gerava amplos excedentes que motivavam grandes festas e a distribuição dos produtos, conforme determinava a economia de reciprocidade. Quando os europeus chegaram ao lugar que hoje é Os Guarani vêm seu mundo como uma região de matas, campos e rios, como um território onde vivem segundo seu modo de ser e sua cultura milenar. Do território tradicional, historicamente ocupado pelos Guarani, que se estende por parte da Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil, os Guarani ocupam hoje apenas pequenas ilhas. Seu território, o solo que se pisa, é um tekoha, o lugar físico, o espaço geográfico onde os Guarani são o que são, onde se movem e onde existem. Esses povos guardam tradições de tempos muito antigos, que trazem na memória que vão atualizando em seu cotidiano, através de seus mitos e rituais.Assunção, no Paraguai, ficaram maravilhados com a "divina abundância" que encontraram.Os povos Guarani são muito semelhantes nos aspectos fundamentais de sua cultura e organizações sociopolíticas, porém, diferentes no modo de falar a língua guarani, de praticar sua religião e aplicar as diversas tecnologias na relação com o meio ambiente. Tais diferenças, que podem ser consideradas pequenas do ponto de vista do observador, cumprem o papel de marcadores étnicos, distinguindo comunidades políticas exclusivas. Esses grupos reconhecem a origem e proximidade histórica, lingüística e cultural e, ao mesmo tempo, diferenciam-se entre si como forma de manter suas organizações sociopolíticas e econômicas.
AS crianças dos povos guaranis
Atualmente, os Guarani seguem vivendo onde sempre viveram, apesar de inumeráveis pressões, ameaças e mortes. Diversos grupos Guarani foram se estendendo por esta parte da América, mediante sucessivas migrações aliadas ao crescimento demográfico, que começaram há uns dois mil anos atrás e que continuam até a atualidade. No território brasileiro vivem os Mbya, Kaiowá e Guarani (ou Nhandeva). Os Guarani e Kaiowá estão em Mato Grosso do Sul.
Um dos maiores males que os Guarani têm que suportar é a invasão e destruição de sua terra, a ameaça contra seu modo de ser, a expulsão, a discriminação e o desprezo que vieram com a chegada dos "outros", dos colonos e dos fazendeiros e, mais recentemente, dos produtores de soja e de açúcarA agricultura é a principal atividade econômica guarani, mas apreciam a caça e a pesca, praticando-as sempre que possível. Realizam uma economia de subsistência, marcada pela distribuição e redistribuição dos bens produzidos e na qual relações de produção econômica, seja qual for a atividade, são pautadas por vínculos sociais definidos pelo parentesco. A “propriedade” (uso exclusivo) das roças e o consumo dos produtos é da família elementar, depois do nascimento dos filhos do casal, o que não exclui distribuição de bens produzidos ou adquiridos, serviços nas roças do sogro e a realização de mutirões dentro dos grupos macro familiares.

segunda-feira, 29 de maio de 2017
o povo indígena
O povo indígena
há povos indígina em quase todo o canto do brasil.Po aqui,
boa parte da população indígena vive em áreas chamadas de terras indígenas.Existem hoje apenas 690 indígenas no país.
Em quase todo estados brasileiros existem terras indígenas reconhecidas - exceto no Piauí e no riu grande do norte.Mais o índios vivem apenas nas terras indígenas
Para os índios, o lugar em que se vive não é apenas um cenário, é um território: um espaço totalmente conectado com um jeito tradicional de estar no mundo, conectado com suas culturas. Por isso, cada povo tem um jeito de explicar seus modos próprios de ocupar um território.
- A arma mais conhecida dos indígenas
brasileiros é o arco e a flecha. Porém, eles fazem e usam outros tipos
de armas como, por exemplo, o chuço (madeira com ponta de ferro afiada),
a borduna (porrete de madeira) e a zarabatana (tubos feitos de bambu que servem para atirar setas através do sopro)
aryane paula e allyce 7v01 prof:rodrigo
há povos indígina em quase todo o canto do brasil.Po aqui,
boa parte da população indígena vive em áreas chamadas de terras indígenas.Existem hoje apenas 690 indígenas no país.
Em quase todo estados brasileiros existem terras indígenas reconhecidas - exceto no Piauí e no riu grande do norte.Mais o índios vivem apenas nas terras indígenas
Para os índios, o lugar em que se vive não é apenas um cenário, é um território: um espaço totalmente conectado com um jeito tradicional de estar no mundo, conectado com suas culturas. Por isso, cada povo tem um jeito de explicar seus modos próprios de ocupar um território.
Embora cada nação indígena possua sua
própria cultura com hábitos e costumes próprios, existem alguns
constumes que são comuns a praticamente todos os povos indígenas
brasileiros. São estes que relacionamos abaixo:
- Os índios brasileiros se alimentam
exclusivamente de alimentos retirados da natureza (peixes, carnes de
animais, frutos, legumes, tubérculos);
- Costumam tomar banho vários vezes por dia em rios, lagos e riachos;
- Os homens saem para caçar em grupos;
- Fazem cerimônias e rituais com muita dança e música. Costumam pintar o corpo nestes eventos.
- Desde pequenas as crianças são treinadas para as atividades que deverão desempenhar na vida adulta;
- Realizam rituais de passagem entre a fase de criança e a adulta;
- Moram em habitações feitas de elementos da natureza (troncos e galhos de árvores, palhas, folhas secas, barro);
- Fazem objetos de arte (potes e vasos
de cerâmica, máscaras, colares) com materiais da natureza. Esta
atividade é desempenhada pelas mulheres das tribos;
- Tratam as doenças com ervas da natureza e costumam realizar rituais de cura, dirigidas por um pajé;
- Possuem o costume de dividir quase tudo que possuem, principalmente os alimentos;
- Possuem uma religião baseada na existência de forças e espíritos da natureza.
aryane paula e allyce 7v01 prof:rodrigo
Povos indígenas Nome:Eduarda meneguelli mileni vitoria
Em pleno século XXI a grande maioria dos brasileiros ignora a imensa diversidade de povos indígenas que vivem no país. Estima-se que, na época da chegada dos europeus, fossem mais de 1.000 povos, somando entre 2 e 4 milhões de pessoas. Atualmente encontramos no território brasileiro 253 povos falantes de mais de 150 linguas diferentes.
Os povos indígenas somam, segundo o Censo IBGE 2010, 896.917 pessoas. Destes, 324.834 vivem em cidades e 572.083 em áreas rurais, o que corresponde aproximadamente a 0,47% da população total do país.
A maior parte dessa população distribui-se por milhares de aldeias, situadas no interior de 704 Terras, de norte a sul do território nacional.
A expressão genérica povos indígenas refere-se a grupos humanos espalhados por todo o mundo, e que são bastante diferentes entre si. É apenas o uso corrente da linguagem que faz com que, em nosso país e em outros, fale-se em povos indígenas, ao passo que, na Austrália, por exemplo, a forma genérica para designá-los seja aborígines.
Genericamente, os povos indígenas que vivem não apenas em nosso país,
mas em todo o continente americano, são também chamados de índios. Essa
palavra é fruto do equívoco histórico dos primeiros colonizadores que,
tendo chegado às Américas, julgaram estar na Índia.
Apesar do erro, o uso continuado - até mesmo por parte dos próprios índios - faz da palavra, no Brasil de hoje, um sinônimo de indivíduo indígena.
Como há certas semelhanças que unem os índios das Américas do Norte, Central e do Sul, há quem prefira chamá-los, todos, de ameríndios. Os índios ou ameríndios são, então, os povos indígenas das Américas.
Em décadas passadas, uma outra palavra era bastante usada no Brasil para designar genericamente os índios: silvícolas ("quem nasce ou vive nas selvas"). O termo é totalmente inadequado, porque o que faz de alguém indígena não é o fato de viver ou ter nascido na "selva".
Em pleno século XXI a grande maioria dos brasileiros ignora a imensa diversidade de povos indígenas que vivem no país. Estima-se que, na época da chegada dos europeus, fossem mais de 1.000 povos, somando entre 2 e 4 milhões de pessoas. Atualmente encontramos no território brasileiro 253 povos falantes de mais de 150 linguas diferentes.
Os povos indígenas somam, segundo o Censo IBGE 2010, 896.917 pessoas. Destes, 324.834 vivem em cidades e 572.083 em áreas rurais, o que corresponde aproximadamente a 0,47% da população total do país.
A maior parte dessa população distribui-se por milhares de aldeias, situadas no interior de 704 Terras, de norte a sul do território nacional.
A expressão genérica povos indígenas refere-se a grupos humanos espalhados por todo o mundo, e que são bastante diferentes entre si. É apenas o uso corrente da linguagem que faz com que, em nosso país e em outros, fale-se em povos indígenas, ao passo que, na Austrália, por exemplo, a forma genérica para designá-los seja aborígines.
Indígena ou aborígine, como ensina o
dicionário, quer dizer "originário de determinado país, região ou
localidade; nativo". Aliás, nativos e autóctones são outras expressões
usadas, ao redor do mundo, para denominar esses povos.
O que todos os povos indígenas têm em comum? Antes de tudo, o fato de
cada qual se identificar como uma coletividade específica, distinta de
outras com as quais convive e, principalmente, do conjunto da sociedade
nacional na qual está inserida.
Índios, Ameríndios
Genericamente, os povos indígenas que vivem não apenas em nosso país,
mas em todo o continente americano, são também chamados de índios. Essa
palavra é fruto do equívoco histórico dos primeiros colonizadores que,
tendo chegado às Américas, julgaram estar na Índia.Apesar do erro, o uso continuado - até mesmo por parte dos próprios índios - faz da palavra, no Brasil de hoje, um sinônimo de indivíduo indígena.
Como há certas semelhanças que unem os índios das Américas do Norte, Central e do Sul, há quem prefira chamá-los, todos, de ameríndios. Os índios ou ameríndios são, então, os povos indígenas das Américas.
Em décadas passadas, uma outra palavra era bastante usada no Brasil para designar genericamente os índios: silvícolas ("quem nasce ou vive nas selvas"). O termo é totalmente inadequado, porque o que faz de alguém indígena não é o fato de viver ou ter nascido na "selva".
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